Blog do Pr. Afrânio

O PASTOR "BOLA DE FOGO"

O Reino Espiritual Ontem,Agora e Amanhã

Introdução: Entendo ser esses versos, quem melhor lança luz aos aspectos passados presentes e futuros com relação ao mundo espiritual, que quer queiram ou não, influenciam diretamente nosso mundo material.
“E houve batalha no céu…”: É um momento passado. Depois de Deus já ter criado a terra, lá no princípio: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus, pairava sobre a face das águas”. (Gen.1:1e2).
Fica claro que existe uma distância de tempo não calculado de um versículo para o outro. Temos a nítida impressão que a terra após ser criada, bela e formosa por Deus, sofreu um cataclisma sem precedentes, que muitos opinam ser a rebelião de Lúcifer (trataremos mais adiante sobre isso).
Após este cataclisma, Deus a “abandonou”, quem sabe aborrecido com a terça parte dos anjos celestes que acompanharam Lúcifer na rebelião. Quanto tempo durou esse suposto”abandono” é impossível precisar, mas o suficiente para a terra mergulhar num caos que a transformou numa massa informe e escura, com águas cobrindo toda sua imensa superfície.
Vale dizer que Deus não fez Lúcifer para habitar nos céus. Ele foi criado para viver na terra e da mesma ser o guardião: “Estavas no Éden, jardim de Deus…” (Ez 28:13a). Este Éden era original e mineral, com toda sorte de pedras preciosas preparadas exclusivamente para Lúcifer: “…no meio das pedras afogueadas andavas” (Ez 28:14b). A terra era a morada deste mais lindo ser criado por Deus, um belo querubim ungido. A palavra “Querubim”, tem seu melhor significado na tradução aportuguesada, como “aquele que cobre”, ou “aquele que protege”, daí entendermos que Lúcifer era o “guarda” do Éden original, pois aqui era sua habitação: “Estavas no Éden, jardim de Deus…”(Ez.28:13a).
ORIGEM E QUEDA DO MAL
Pelo menos mais dois textos bíblicos lançam a luz necessária para o entendimento desse assunto. O primeiro é o citado acima, Ez.28:13ss, que fala da origem de Lúcifer, sua perfeição diante da santidade de Jeová o Senhor, e sua posição de autoridade diante das hostes celestes.
O segundo é Is.14:12ss, que fala de sua elevação, uma suposta tentativa de usurpação da autoridade de Deus e sua queda. Aliás, cinco desígnios brotaram no coração desse ser: “Eu subirei ao céu”, mostrando seu domicílio terreno, pois aqui vivia ele, “acima das estrelas (anjos) de Deus exaltarei o meu trono”, talvez, acima de Miguel o arcanjo que na hierarquia angelical está acima dos querubins, “no monte da congregação me assentarei”, mostrando sua intenção de usurpar dos serafins, ardentes adoradores, suas posições, “subirei acima das mais altas nuvens”, tentando com isso elevar sua posição acima de toda e qualquer hierarquia divina, “serei semelhante ao Altíssimo”, tentando igualar-se a Deus, nascendo daí toda a origem definitiva do mal e as raízes doutrinárias do movimento Nova Era.
Deus nem mesmo se deu “ao luxo” de pelejar contra Lúcifer, ordenando a Miguel, o arcanjo guerreiro expulsa-lo de lá, juntamente com suas hostes que o acompanharam na pretensa rebelião que durou muito pouco, tamanha é a soberania dos exércitos celestiais (Ap.12:7e8).
Digo que a soberania de Deus é patente, pois achei meio sem propósito o livro de Frank Peretty “Este Mundo Tenebroso”, em que os anjos celestiais se sujeitam as ações dos crentes aqui na terra. Penso que isso é duvidar da soberania celestial, em que o próprio Deus está sujeito a nossa conduta com relação a batalha espiritual.
Um maior exemplo disso é Daniel, que estava em jejum e oração e mesmo assim, teve a resposta de sua oração retardada pela presença de demônios alojados nas regiões celestes tentando segurar a resposta do servo de Deus. Isso só se desfez depois que Deus ordenou que Miguel o guerreiro entrasse em ação. Mas note que a alteração do quadro independia de Daniel. Jesus, num vislumbre do passado, contemplou pessoalmente a queda de Lúcifer: “…Eu via Satanás como raio, cair do céu”.
LÚCIFER, UM BELO NOME

Vale dizer que o nome Lúcifer, é uma inferência bíblica que vem de Isaias 14:12: “Como caíste do céu o estrela da manhã, filha da alva…”. Sem dúvidas, o profeta recebendo a inspiração do doce Espirito Santo, se referia ao planeta Marte, visto no raiar da manhã, em todo o seu esplendor no céu, oferecendo um belo espetáculo aos olhos humanos. Quanto ao nome Lúcifer, seu significado mais amplo é “aquele que habita na luz”, um belo nome que foi retirado dele no ato da queda. Lúcifer foi substituído por “o grande dragão”, “a antiga serpente”, “acusador de nossos irmãos”, “diabo”, adversário”, etc. Estava travada ai a batalha que iria influenciar toda a história do mundo.
No ato em que Satanás foi lançado dos céus, ele foi alojado no espaço onde fez seu quartel general, levando Deus a virar as costas para a terra, por um tempo não determinado. A eternidade de Deus, e do mundo espiritual, nos faz leigos quanto a questão de tempos, antes que existisse o tempo: “Mas amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pe 3:8).
A batalha que iniciou-se nos céus, desceu para as regiões celestiais, que involuntariamente, tornou-se aquilo que Paulo denomina como “…lugares celestiais”, nos ares, num lugar que só Deus conhece e que nenhum mortal tem acesso (Ef.6:12).
O sonho e o desejo de satanás, era reconquistar a terra que era sua morada, mas a ele não foi facultado o direito, pois Deus, deixou a terra esquecida propositadamente, até enviar o Espirito Santo, para trazer vida a terra: “…e o Espirito de Deus se movia (pairava) sobre a face das águas”(Gen.1:2). A idéia de pairar vem de uma ave que choca seus ovos, gerando vida e ação a algo inanimado. Aqui vemos o Espirito Santo “chocando” a terra, preparando-a para receber a vida.
Foi um momento glorioso em que Deus olhou para a terra abandonada e contemplou o Espirito pairando sobre as águas. Deus, sem utilizar nenhuma matéria prima, usando apenas o poder criador de sua palavra, resolveu refazer a terra, começando por acender a luz cósmica, e num processo de seis dias, criou todas as coisas que vemos.
DEUS NUNCA FOI SURPREENDIDO
No sexto dia, Deus coroou com êxito sua obra, criando o homem do pó da terra (o único ser que Deus utilizou uma matéria prima – o pó da terra), colocando-o como cabeça de sua criação, fazendo-o um pouco menor que os anjos (Hb.2:7).
Deus após criar o homem, como um ser para adorá-lo em perene e constante comunhão, investiu nele de uma forma ampla e irrestrita. O visitava todos os dias e com ele falava diretamente (Gen.3:8), e deu em suas mãos a “escritura” de posse da terra: “…frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeita-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”. Ora, era de se supor que o diabo haveria de tentar derrubar essa criatura devido a inveja que o homem despertou nele. E assim foi. Satanás instou com Eva e Adão para tomar de suas mãos a posse da “escritura” da terra. E conseguiu, ocasionando um irreparável prejuízo espiritual. A partir daquele dia, a terra passou para as mãos do Diabo, o próprio Jesus foi quem disse que o mundo “jaz no maligno”. Infelizmente temos que admitir que o mundo e seu corrupto sistema está nas mãos do adversário de Deus, que sobre ele domina com astúcia maligna e voraz sagacidade, opondo-se a Deus e seus planos.
A queda do homem não pegou Deus desprevenido. Ao derrotar o homem o inimigo cantou vitória, mas não sabia ele que antes mesmo da fundação do sistema solar, Deus já tinha um plano de redenção para a terra, e em especial o homem que caíra, através de seu filho Jesus: “Como também nos elegeu Nele antes da fundação do mundo…” (Ef.1:4).
Naquele conturbado dia, em que o homem foi expulso do Éden, quem sabe debaixo de efusivas comemorações satânicas, Deus chama o homem já prestes a pisar o limiar do paraíso perdido, e lhe fez uma promessa: A cabeça da serpente (o diabo) seria esmagada pelo próprio homem, sacramentando sua vitória e reconduzindo-o de volta as benesses celestiais (Gen.3:15).

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“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” Jo 15.1

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