Blog do Pr. Afrânio

O PASTOR "BOLA DE FOGO"

Abandone todas as suas TEORIAS!

Tudo havia acontecido muito rápido. Parece que era ontem mesmo que Eliseu lavrava seus vinte e quatro bois, quando de repente, praticamente do nada, aparece a figura eremita do profeta Elias. Certamente o susto foi grande, e antes mesmo de Eliseu recuperar-se, o famoso e renomado profeta lança sobre suas costas sua própria capa. “Meu Deus, será que é isso mesmo?”, deve ter pensado Eliseu, sabendo muito bem o que representava aquilo. ERA NADA MAIS NADA MENOS DO QUE TRANSMISSÃO DE AUTORIDADE PROFÉTICA! A UNÇÃO DE ELIAS ESTAVA SENDO TRANSFERIDA PARA ELISEU!!!

Interessante que Elias faz esse gesto, cheio de simbolismo espiritual, e segue adiante – tinha ainda mais duas missões a cumprir (que aliás, não cumpriu): ungir Hazael rei sobre a Síria e Jeú rei de Israel (I Rs.19:15,16). Eliseu teria que discernir e reconhecer o significado daquilo.

Quem sabe no coração do jovem Eliseu, tenha passado muitas dúvidas. A pessoa mais indicada para aquele mister, de suceder Elias, seria alguém lá do “rancho dos profetas”, alguém que tivesse no mínimo uma iniciação ministerial ou profética. Seria em nossos dias modernos, jovens seminaristas, com inclinação vocacional.

Mas Deus sempre surpreende nesse quesito. Ele faz questão de escolher do jeito Dele. Ele não abre mão dessa prerrogativa, Dele mesmo escolher seus obreiros: “Jesus subiu a um monte, e chamou a si, os que Ele quis, e vieram a Ele” (Mac.3:13) ( grifo do autor). É quem Ele quer. Não adianta apadrinhamentos, nem vontade familiar, é quem o Senhor quer. Ele sempre prefere os incapacitados, para então capacitá-los, e não dividir Sua glória com ninguém.

Eliseu, que de bobo não tinha nada, discerniu imediatamente o propósito, e deixando os bois, correu atrás de Elias, não impondo nenhuma condição para seguí-lo, apenas fez um pedido: Queria despedir-se de sua gente e dar uma festa com seus aparelhos. A resposta que ele recebeu do profeta, nos faz pensar seriamente na urgência que Deus tem com a obra missionária: “…Vai e volta…” (I Rs.19:20). Deus não aceita atraso neste quesito.

Não Tinha Mais Volta

Para evitar qualquer repente emocional que poderia ocasionar a sua volta, Eliseu tomou uma corajosa decisão, de sacrificar suas reses e transformar os aparelhos de labor diário em churrasqueira, dando uma bela festa para o povo do lugar (I Rs.19:21). Isto significava que MESMO SE QUISESSE VOLTAR A ANTIGA PROFISSÃO, SERIA APENAS MAIS UM DESEMPREGADO, NEM FERRAMENTAS PARA O TRABALHO TINHA MAIS!!!

Ao assumir com Elias e com Deus aquele compromisso, e ao desfazer-se dos bois, transformando as ferramentas em churrasqueira, Eliseu estava tomando duas corajosas atitudes:

1-) Rompendo os Laços Humanos

Imagine o profeta passando por um lugarejo carente de mão de obra qualificada (boieiro era uma profissão rentável e muito apreciada na época), e recebendo uma proposta tentadora de trabalho. Poderia até ser tentado a desistir de sua inglória carreira de profeta e voltar para sua antiga profissão como os discípulos após a frustrante “morte de Cristo” que tomaram a decisão de voltar a pescar, liderados pelo frustrado Pedro. Se Eliseu quisesse fazer isto, não conseguiria, pois CADÊ AS FERRAMENTAS?

Oh! Como Deus precisa de gente assim nesses dias. Pessoas dispostas a renunciar laços de tradição, profissão, amizades e até familiares se for preciso, pagando o preço de viver uma vida na vocação e vontade de Deus.

Tem muitas pessoas (quem sabe até você que está lendo esta mensagem) debaixo de grandiosas promessas de Deus: Promessas ministeriais, promessas missionárias, poderosas promessas, que estão retidas com Deus, talvez já até atrasadas, pois o Senhor não viu ainda uma entrega total e absoluta. DEUS SÓ VAI CUMPRI-LAS NA SUA VIDA, QUANDO VOCÊ QUEBRAR AS VELHAS E ANTIGAS FERRAMENTAS!!!

2-) Tomando uma Estrada sem Volta

Era algo irreversível. Não tinha mais jeito de voltar atrás no compromisso com Deus. Era uma estrada sem volta, só tinha mão única. Ia e não voltava mais. Se tentasse voltar, voltaria na contramão espiritual: Atropelando e sendo atropelado. Qualquer pessoa que lança mão no arado e volta, vem pela contramão da vontade divina. É por isso que a obra de Deus tem sofrido, especialmente a obra missionária.

A obra de Deus sofre por que muitos homens, que pegaram essa estrada, caíram em laços de fracassos e pecados, e tentam voltar na contramão, atropelando e sendo atropelados. Se esquecem do que disse Paulo aos Romanos: “Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Deus dá e não toma de volta. Ele não se arrepende e nem revoga os dons e a vocação. Quando fracassamos, os homens caçam o título, mas Deus não. Coisa triste é a pessoa não ter mais o reconhecimento humano, Pode até ter o divino, pois Deus perdoa, mas o homem não perdoa. A chamada continua, os dons e a vocação continuam. Por isso, quem tem que cuidar de seu ministério é você. Quem tem que cuidar de seus dons é você. Quem tem que cuidar da sua chamada é você. Quem tem que cuidar de sua vida espiritual é você. E tenha certeza, Deus irá pedir contas do que fizestes com tudo isto (Mat.25:19).

A Escola da Vida

Eliseu nunca se assentou no banco da escola dos profetas, da qual o próprio Elias era o professor. Aprendeu diretamente com o profeta, na fonte. Mais do que teoria vocacional, teve a prática ocupacional.

O relato bíblico apresenta dois episódios realizados por Elias que certamente Eliseu presenciou: “…então se levantou , e seguiu a Elias, e o servia” (I Rs.19:21). Se ele estava a serviço de Elias, é de se crer que ele viu a dura repreensão do incansável profeta sobre Acabe, quando ele usurpou a vinha de Nabote, e também a morte de cento e dois homens queimados pelo fogo do juízo de Deus, sentenciado pelo profeta (II Rs.1:9a14).

Nesses dois acontecimentos, Eliseu pode perceber que teria um relacionamento conturbado com o poder. O sistema estava muito corrompido, e qualquer pessoa que quisesse obedecer à Deus, viveria em oposição ao sistema.

Foi necessário que ele tivesse visto tudo isso, pois se estivesse assentado lá no banco do rancho dos profetas, jamais saberia como lidar com aquelas confusas situações. Era necessário que ele viesse para o campo, aprender a vida ministerial prática e não somente a vocação teórica.

Hoje, quando a obra missionária sofre de crise de identidade, vemos pessoas preparadas teoricamente, mas trancadas em gabinetes, com esquemas e esboços preparados para entregar qualquer mensagem, em qualquer ocasião, mas que nada apresenta de prático. Nenhuma presença de conversões de almas. Muito blá, blá, blá, para pouca coisa. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Precisamos sair do rancho dos profetas e ir para a tutela de Elias, contempla-lo desafiando o poder, e não enamorado dele (foi assim que começou a derrota da igreja lá atrás, lembram-se?), contemplá-lo mostrando a graça e a coragem que há no ministério ao defendê-lo diante do incrédulo rei Acazias, que ao mandar consultar Baal-Zebube, deus de Ecron, recebeu do profeta uma desafiadora resposta: “…por que enviaste mensageiros a consultar Baal-Zebube, deus de Ecron? Porventura é por que não há Deus em Israel, para consultar sua Palavra?…”.

Li recentemente uma matéria em uma grande revista de circulação nacional, que dizia que em muitos lugares no Brasil, principalmente no Nordeste, quando um foragido da lei não consegue ser encontrado, a polícia procura ajuda dos “pais de santos” para localizá-los, e segundo a revista, muito pouco se é resolvido com esse método.

Pensei cá com meus botões: Acho que se a igreja buscasse mais a Deus e entrasse numa ação mais profunda com o espiritual, o Espirito de Deus revelaria onde estão esses larápios, e nós a igreja tomaríamos a dianteira nesse aspecto espiritual: “Então foi revelado o segredo à Daniel numa visão de noite…” (Dan.2:19a). Eu creio em um Deus assim, se você não crê, muito pouco se poderá fazer por sua vida espiritual meu querido leitor. Você está vivendo um evangelho apenas teórico…

A Necessidade de uma Experiência Pessoal

Seria fácil para Eliseu viver toda sua vida à sombra do ministério de Elias. Mas o momento estava chegando, e se aproximava, em que Elias iria embora. Eliseu aprendeu toda a parte teórica da função profética, mas lhe faltava o toque final, de ter em sua própria vida tudo o que Elias lhe ensinara. E assim foi. Pregou os olhos em Elias e não desgrudou, até entender o segredo de uma vida ministerial vitoriosa. “…Fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Betel…”. “… Não te deixarei…”. “…Eliseu, fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Jericó…”. “Não te deixarei…”.” …Fica-te aqui, pois o Senhor me enviou ao Jordão…”. “…Não te deixarei…”. Santa persistência. Eliseu ainda teve que agüentar de cinqüenta rapazes dos filhos dos profetas, os modernos estudantes de teologia, algo como se fosse uma gozação: “…Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por de cima da sua cabeça?”

Era como se eles dissessem: E ai? Elias vai embora, é você mesmo que vai ficar no lugar dele? E depois, o que vais fazer sem ele? A impressão que fica, é que aqueles moços estavam com uma pontada de inveja de Eliseu. Certamente queriam muito estar em seu lugar.

Quando Elias se vai, arrebatado num redemoinho, chega o momento decisivo para Eliseu: Mostrar àqueles rapazes que ele havia sido de fato e de direito escolhido por Deus como sucessor do profeta. No lado oposto do Jordão, quem sabe com ar de escárnio, os rapazes olhavam Eliseu com a capa de Elias nas mãos, parado em frente o rio Jordão. “O que ele vai fazer? E agora? Certamente vai esperar por alguns meses até que a enchente baixe e ele consiga voltar para cá… Ah! Que falta faz Elias”.

Sereno e tranqüilo, Eliseu toca o rio com a capa de Elias e exclama: “Onde está o Deus de Elias?”. O grande rio se abre, separando-se em dois. A Capa era de Elias, mas a unção agora era de Eliseu. Ele tinha uma experiência pessoal com Deus. Não era mais um teórico, agora era prática a sua fé. Deus confirmava publicamente sua chamada profética. “Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam de fronte em Jericó, disseram: O espirito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram ao encontro e se prostraram diante dele em terra” (II Rs.2:15).

Só teremos nosso chamado, vocação e ministério respeitado pelos homens, quando provarmos a eles que acima de qualquer coisa, temos uma experiência pessoal com Deus. Não precisa você reivindicar isso, o próprio Deus se encarregará de mostrar a todos que você tem algo diferente, e esse algo, se chama experiência pessoal com Ele mesmo.

Que o Senhor te abençoe e te de esta experiência…

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* Pastor:Afrânio Medeiros

ASSEMBLÉIA DE DEUS SHALOM (PIRIPIRI – PI)

E-mail:pastor.afranio@yahoo.com.br

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” Jo 15.1


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